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Escrito por mirellialberoni às 20h04
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Cultura Japonesa
A arte do arranjo floral teve como origem a oferenda de flores aos deuses, dando ênfase ao uso de materiais e formas em seu estado natural. Somente no século 14 que o tatehana (colocar a flor em pé no altar budista) de cunho apenas religioso incorporou também o cunho estético e se desenvolvem as técnicas para os arranjos florais.
O Rikka, considerado o fundamento do ikebana, foi o primeiro estilo a ser consolidado como tal: colocado em posição vertical, os galhos saem do vaso como suporte para recriar o conjunto da paisagem. Do Rikka (composição a partir de sete ou nove partes básicas) originou o Shokka, que a partir de seus três elementos (shin, soe, tai) foram criadas as bases do Nagueire e do Moribana.
No estilo Moribana (literalmente, flores empilhadas), de acordo com o livro "Ikebana, Arte e Criação no Estilo Ikenobo", das professoras Kimiko Abe e Tokuko Kawamura (editado em 1993 pela Aliança Cultural Brasil-Japão), arranjam-se as flores e galhos como se estivesse empilhando-os. Tanto neste estilo como no Shokka, as formas básicas são determinadas por galhos com funções preestabelecidas. Os três elementos, shin, soe e tai, formam um triângulo, tendo cada um a sua função primordial: shin é o galho principal e determina a forma geral do arranjo. Soe tem a função de apoiar o shin, e o tai estabelece a harmonia e o equilíbrio entre o shin e soe. O arranjo do Shokka, na maioria das vezes, resulta no formato de meia-lua e considera o galho shin como representativo do homem, soe do céu e tai da terra.
No Nagueire, explicam as professoras, a forma básica é caracterizada pela inclinação dos galhos e flores arranjados em vasos fundos, jarras ou pontes alongados. Enquanto no Moribana, os galhos possuem funções preestabelecidas, no Nagueire, eles devem proporcionar harmonia entre as plantas e o vaso.
A partir de 1900, com as transformações no estilo de vida dos japoneses, a criação artística do ikebana também libertou-se das formas até então consagradas (vamos chamar de Ikebana Clássica). Principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, com o movimento Guendai-ka (Ikebana Moderna), foram incorporados novos materiais aos arranjos, deixando de se limitar aos vegetais.
Escrito por mirellialberoni às 20h03
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Ikebana

Escrito por mirellialberoni às 19h46
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Ikebana
O termo ikebana começou a ser utilizado no século XVII. Muito antes, porém, quando começaram a surgir, os arranjos de flores eram denominados tatehana.
A partir do século XVI, o ikebana tomou forma definida e passou a se chamar Rikka. Àquela época, pois, rikka era um sinônimo de ikebana, bem diferente de hoje, quando é um dos estilos do ikebana. Noções de Ikebana
Ikebana é a arte japonesa do arranjo floral, tendo como base certos princípios de arte reconhecido mundialmente.
A princípio foi uma arte apreciada pelos aristocratas no período Heian (794-1192) e espalhou-se para as outras classe sociais nos séculos XIV e XVI.
O ikebana apresenta o amor pela linha, e também apreciação pela forma e cor, o que destaca a diferença do arranjo floral japonês com relação aos outros arranjos.
O ikebana tradicional em sua forma mais simples, representa o céu, a terra e o homem.
O ikebana simbolizava certos conceitos filosóficos budistas, mas com o passar do tempo, esta arte foi se adaptando ao gênio peculiar do povo japonês, aos poucos, muito da conotação religiosa foi desaparecendo, dando ênfase ao ensino do naturalismo.
O arranjo é linear na composição, com galhos comuns, no entanto dá-se ênfase a perfeição linear e ao ensino do naturalismo, tentando passar o ensinamento da compreensão do crescimento natural do material utilizado e demonstrar o amor pela natureza em todas as suas fases.
O arranjo floral deve seguir de alguma forma, o tempo e a estação em que se encontra.
Exemplos quanto ao material utilizado:
O passado: flores integralmente desabrochadas, vagens ou folhas secas. O presente: folhas perfeitas ou flores semi desabrochadas. O futuro: botões, que sugerem o crescimento futuro.
Quanto ao tipo de arranjo conforme a estação:
Primavera: arranjo vital com curvas vigorosas. Verão: arranjo em expansão e completo. Outono: arranjo esparso e delgado. Inverno: arranjo dormente e algo melancólico.
O simbolismo do ikebana está muito associado a certas formas florais com a literatura, tradição e costume. Tanto é que cada feriado nacional possui seu arranjo floral, assim como muitas celebrações familiares tem seu arranjo floral prescrito.
É notável que qualquer arranjo floral japonês é composto de três grupos triangulares de flores ou ramos. Um grupo erecto central, um grupo intermediário que parte em direção inclinada ao da estrutura erecta, e um outro grupo em triângulo invertido, que parte em direção inclinada ao grupo central e oposto ao intermediário.
É raro observar um arranjo floral desprovido de folhagem natural, geralmente são poucos ramos de uma árvore ou arbusto e algumas flores.
As flores mais utilizadas são as que crescem naturalmente no jardim ou no campo, e geralmente são escolhidos botões fechados e folhas que não estejam totalmente desenvolvidas.
As razões são duas: enquanto o ramo está em botão, a beleza da linha da haste não é obscurecida e também porque será possível observá-lo desabrochar lentamente.
O ikebana quer transmitir a idéia de crescimento contínuo na vida e vitalidade.
Escrito por mirellialberoni às 19h24
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Categoria: Citação
Escrito por mirellialberoni às 19h13
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